VERBOS DE CONTROLE E DE ALÇAMENTO NA LÍNGUA RHONGA (TSWA-RONGA, BANTU): AMBIENTE SINTÁTICO PARA O FENÔMENO DA REESTRUTURAÇÃO

Quesler Fagundes CAMARGOS, Ricardo Campos CASTRO, Ernesto Mário DIMANDE

Resumo


O objetivo deste artigo é investigar o comportamento gramatical dos verbos de controle e de alçamento na língua Rhonga, a fim de identificar possíveis evidências a favor das construções de reestruturação. Esse mecanismo revela que determinados verbos selecionam como complemento orações infinitivas e que não há nenhuma barreira sintática que impeça a realização de processos morfossintáticos locais entre as duas predicações. Neste trabalho, apresentaremos duas evidências morfossintáticas que visam dar sustentação à nossa hipótese de que ocorre reestruturação nessa língua. A primeira evidência que analisaremos diz respeito à concordância verbal com o objeto, em que o verbo da oração principal pode concordar com o objeto da oração encaixada. A segunda evidência refere-se às construções de voz passiva longa, em que os predicados verbais, tanto da oração principal quanto da predicação encaixada, engatilham morfologia de voz passiva. Em suma, se houvesse uma barreira entre a predicação principal e a encaixada, certamente a concordância à distância e a passiva longa não seriam possíveis em Rhonga.  

 

Palavras-chave: Línguas Africanas. Grupo Bantu. Língua Rhonga. Verbos de Controle e de Alçamento. Reestruturação.

 

ABSTRACT

 

The aim of this paper is to investigate the grammatical behavior of control and raising verbs in the Rhonga language in order to identify possible evidence in favor of  restructuring constructions. This mechanism reveals that certain verbs select as complements infinitive sentences and that there is no syntactic barrier that prevents the realization of local morphosyntactic processes between the two predictions. We will present two morphosyntactic evidences that aim to support our hypothesis that restructuring occurs in this language. The first evidence that we examine relates to verbal agreement with the object, in which the main sentence verb can agree with the object of the embedded sentence. The second evidence refers to constructions of long passive voice, in which the verbal predicates, both of the main sentence and of the embedded predication, trigger passive voice morphology. In short, if there were a barrier between the main and the embedded predication, certainly long distance and passive agreement would not be possible in Rhonga.

 

Keywords: African Languages. Bantu Group. Language Rhonga. Control and Raising Verbs. Restructuring.


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