REMINISCÊNCIAS DO PASSADO E PROJEÇÕES DE FUTURO: O INCERTO COMO CHAMARIZ EM NARRATIVAS JUVENIS DISTÓPICAS

Valdinei José Arboleya

Resumo


Pretende-se, neste estudo, abrir um canal de reflexão acerca do conceito de distopia como elemento ficcional que desperta a curiosidade e o interesse do público juvenil. De forma mais pontual, busca-se abordar a trilogia Jogos Vorazes, de Suzanne Collins e Divergente, de Verônica Roth, a partir do que articulam de maneira mais emblemática: sua capacidade de instigar a reflexão e a especulação acerca dos destinos políticos e econômicos do mundo num futuro incerto. Pretende-se com a presente reflexão analisar de que modo o literário inclui ou se alimenta do real e do histórico nessas trilogias e de que maneira tais obras articulam a habilidade narrativa de englobar contexto social e projeção de futuro num molde completamente diverso daquele dos romances históricos, mesclando o misterioso e conflitivo e utilizando personagens jovens como trunfo para contestar e transformar a realidade.       Propõe-se uma leitura intertextual das obras em estudo, margeando, a partir da análise, aspectos que possam permitir uma aproximação com o jovem leitor, haja vista que ambas são ficções com traços do real que predizem um futuro intangível no qual os heróis e heroínas são jovens contestadores que vislumbram a possibilidade de reverter o sistema.

Palavras-chave: Distopia. Juventude. Formação do leitor. Literatura.


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