A ANTROPOLOGIA FENOMENOLÓGICA DE MAX SCHELER: UMA INTRODUÇÃO À CATEGORIA DE ESPÍRITO

Robione Antonio LANDIM, Jonas Marciel ASSIS

Resumo


O filósofo alemão Max Ferdinand Scheler (1874 – 1928) considera o fenômeno existencial humano tema central de investigação da Filosofia e se empreende em elaborar uma Antropologia filosófica, segundo a qual a ideia essencial de homem é o espírito. Seu trabalho é desenvolvido pelo método fenomenológico. A indagação que motiva o presente artigo é a seguinte: Como a categoria de espírito em Max Scheler contribui para a compreensão de homem? A partir da leitura de seus escritos, evidencia-se que o ser humano é possuidor de uma estrutura peculiar enquanto pessoa no mundo: o espírito. O espírito determina a separabilidade da pessoa humana do mundo, ou seja, confere ao homem a possiblidade de ser transcendente, capaz de autoconsciência, de liberdade, de ideação e de ascese. A antropologia scheleriana apresenta uma compreensão do humano de forma essencial e unificada, estabelecendo a posição metafísica peculiar do homem perante o cosmos.


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Referências


AQUINO, Thiago. A fenomenologia da distinção humana: Scheler e o projeto da antropologia filósofica. Revista de Filosofia, Belo Horizonte, v. 41, n. 130, p. 239-258, ago. 2014.

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REIS, Robson Ramos. Max Scheler: O conceito de pessoa e as críticas de Martin Heidegger. Ekstassis: Revista de hermenêutica e fenomenologia, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 14-33, 2016.

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SCHULZ, Almiro. Max Scheler “in foco”. Curitiba: CRV, 2020, 142 p.


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